
A UEFA decidiu que não adotará a regra da FIFA que prevê expulsão automática para jogadores que cobrem a boca durante discussões em campo. A medida já vem sendo aplicada na Copa do Mundo de 2026 e tem gerado grande repercussão.
O tema ganhou força após casos recentes no torneio. Atletas como Miguel Almirón, do Paraguai, e Piero Hincapié, do Equador, acabaram expulsos por cobrirem a boca em momentos de confronto com adversários.
A regra ficou conhecida no Brasil como “Lei Vini Jr.”, criada após o episódio envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de ofensas racistas contra Vinícius Júnior, do Real Madrid, enquanto falava com a boca coberta.
Jogador negou acusação
Na ocasião, o jogador negou as acusações, mas foi punido com seis jogos de suspensão, com parte da pena posteriormente convertida. O caso aumentou a pressão por medidas mais rígidas no combate a atitudes suspeitas dentro de campo.
Mesmo com esse cenário, a UEFA optou por seguir outro caminho. Segundo o The Athletic, a entidade não aplicará cartão vermelho automático em competições como Liga dos Campeões, Liga Europa, Liga Conferência, Eurocopa e Liga das Nações.
A orientação da entidade será para que os árbitros utilizem o bom senso e a interpretação de cada lance, avaliando o contexto antes de qualquer decisão disciplinar mais severa.
UEFA apresenta postura mais flexível
Sob a presidência de Aleksander Čeferin, a UEFA reforça uma postura mais flexível, abrindo divergência com a FIFA em um tema que ainda promete debates no futebol mundial.
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