Secretária projeta legado social da Copa do Mundo Feminina de 2027

Faixa Copa 2027. Foto: Francisco Alves/AGIF
© Francisco Alves/AGIFFaixa Copa 2027. Foto: Francisco Alves/AGIF

A Rio2C 2026 recebeu um painel dedicado aos impactos da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil. O debate, intitulado “Copas do Mundo: Mídia, Cultura e o Futuro do Futebol”, aconteceu na Cidade das Artes e foi mediado por Gustavo Mota. Durante o encontro, representantes discutiram os desafios e as oportunidades ligados ao desenvolvimento do futebol feminino no país.

Um dos principais temas abordados foi o legado social que o torneio pode deixar após sua realização. A competição acontecerá no Brasil em 2027. Entre as participantes do painel esteve Juliana Agatte, representante do Ministério do Esporte. A secretária destacou que o planejamento para o Mundial feminino possui foco diferente em relação à Copa do Mundo masculina realizada no Brasil em 2014.

“Diferentemente de 2014, que teve como foco grandes obras de infraestrutura e a preparação do país para receber um megaevento, incluindo aeroportos e estádios, a Copa do Mundo Feminina de 2027 terá como prioridade o legado social e esportivo. Estamos trabalhando para que esse torneio seja uma ferramenta de transformação, capaz de romper estereótipos e preconceitos que ainda cercam o futebol feminino”, afirmou Juliana Agatte.

Governo aposta em legado social e esportivo

Segundo Juliana, a proposta busca estimular uma reflexão sobre a associação automática que parte do público faz entre Copa do Mundo e futebol masculino. A intenção é fortalecer o reconhecimento do futebol feminino como protagonista dentro do cenário esportivo nacional.

“Quando falamos que a Copa do Mundo será no Brasil em 2027, muitas pessoas ainda se surpreendem, porque existe uma percepção automática de que Copa é só a masculina. Queremos justamente provocar essa mudança de olhar e ampliar o entendimento de que o futebol feminino também ocupa esse espaço de protagonismo”, explicou.

Isa Haas com a Seleção. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Isa Haas com a Seleção. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Durante o painel, Juliana Agatte ressaltou que o sucesso da Copa do Mundo Feminina de 2027 será avaliado não apenas pela organização do evento, mas principalmente pelos impactos deixados após o encerramento da competição. Entre os objetivos citados estão o aumento da participação feminina no esporte, o fortalecimento das categorias de base e a criação de novas oportunidades para meninas interessadas em seguir carreira no futebol.

Integração entre setores é vista como fundamental

A representante do Ministério do Esporte também reforçou a necessidade de atuação conjunta entre diferentes setores para garantir resultados concretos após a realização da Copa do Mundo Feminina. Segundo Juliana, governo, mídia, entidades esportivas e iniciativa privada terão papel fundamental no desenvolvimento da modalidade. A expectativa é de que o torneio represente um marco para o crescimento da modalidade no país.

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