São Paulo pode ter novo processo de impeachment contra Massis

Harry Massis, presidente do São Paulo.
© Foto: Marcello Zambrana/AGIFHarry Massis, presidente do São Paulo.

A crise política no São Paulo ganhou um novo capítulo. Um grupo de oposição dentro do Conselho Deliberativo, identificado como STP, iniciou a articulação de um pedido de impeachment contra o presidente Harry Massis Júnior.

O movimento acontece em meio a um ambiente conturbado nos bastidores do clube, marcado por divergências políticas e disputas internas. O principal argumento avaliado pela oposição é o de gestão temerária, apontando a ligação de Massis com a administração anterior, comandada por Julio Casares, que também enfrentou processo semelhante antes de renunciar.

A insatisfação envolve decisões recentes, incluindo a manutenção de nomes ligados à gestão passada e conflitos em pautas discutidas no Conselho Deliberativo.

Conflito interno amplia crise

O cenário se agravou ainda mais após uma movimentação do próprio Massis. O presidente protocolou um pedido de expulsão contra Olten Ayres de Abreu, também sob a alegação de gestão temerária.

A ação intensificou o clima de instabilidade política no clube, evidenciando um racha interno entre lideranças e aumentando a tensão entre os grupos de poder.

Harry Massis Junior durante apresentacao oficial de Rafinha como gerente esportivo do Sao Paulo em coletiva de imprensa realizada no CT Barra Funda.  Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Harry Massis Junior durante apresentacao oficial de Rafinha como gerente esportivo do Sao Paulo em coletiva de imprensa realizada no CT Barra Funda. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Para que o pedido de impeachment avance, são necessárias pelo menos 50 assinaturas de conselheiros para convocação de uma reunião extraordinária. Caso esse número seja atingido, o tema será levado ao plenário do Conselho Deliberativo para discussão inicial.

Próximos passos do processo

Se aprovado internamente, o presidente pode ser afastado do cargo ainda nessa etapa. Na sequência, o processo seguiria para a Assembleia Geral dos sócios, responsável pela decisão final, em um rito semelhante ao que ocorreu no caso de Casares.

O episódio reforça o momento turbulento vivido pelo São Paulo fora de campo, com a política interna voltando ao centro das atenções.

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