
Gianni Infantino quebrou o silêncio no episódio da anulação do cartão vermelho para o atacante norte-americano Folarin Balogun, anunciado ontem (5). O presidente da Fifa deu as suas justificativas nesta segunda-feira (6), nas redes sociais da maior entidade do futebol mundial.
Ao tomar conhecimento dos comentários públicos, o dirigente suíço creditou a decisão aos “órgãos judiciais da Fifa independentes“. Segundo Infantino, o Código Disciplinar é aplicado “com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados”.
Infantino relatou conversa com Trump
Ao mesmo tempo, o mandatário da Fifa admitiu manter contatos frequentes com o presidente dos Estados Unidos. “Sobre este assunto, recebi uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, autoridades governamentais, representantes do futebol e executivos de empresas de todo o mundo sobre diversos assuntos“, pontuou.
“Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido oportunamente pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da Fifa funciona, e é um princípio que sempre defenderei“, complementou Infantino.
Por fim, o presidente da Fifa afirmou muitas vezes discordar e se surpreender com as medidas tomadas pelo Comitê Disciplinar. “O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos ou não de uma decisão é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da FIFA em todos os momentos“, concluiu.
Donald Trump criticou Raphael Claus
Em entrevista concedida hoje (6) no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter pedido a liberação de Balogun para o jogo desta segunda (6). A seleção norte-americana enfrenta a Bélgica pelas oitavas da Copa do Mundo, em Seattle, às 21h (horário de Brasília).
Ao criticar a decisão de Raphael Claus de aplicar o cartão vermelho direto a Balogun após uma entrada no bósnio Tarik Muharemović pela 2ª fase, o político disparou contra o juiz brasileiro.
“Esse árbitro, que é um pouco suspeito, se você verificar o histórico dele… Não quero dizer isso porque não gosto de criar polêmicas, mas é muito suspeito. Se você quiser, eu lhe forneço o histórico dele“, ameaçou Trump.
Em nota, a CBF defendeu o árbitro. “Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita. A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus“, diz trecho do texto.
