Messi flutua em total liberdade no esquema tático da Argentina

Messi em ação com a seleção da Argentina.
© Todd Kirkland/Getty ImagesMessi em ação com a seleção da Argentina.

Atual campeã da Copa do Mundo e bicampeã da Copa América. A Argentina chega para a atual edição do Mundial como uma das grandes forças, com um trabalho sólido conduzido por Lionel Scaloni e contando com um Lionel Messi que está em final de carreira, mas que ainda carrega o DNA de gênio.

Perto dos 39 anos, o camisa 10 é municiado por uma estrutura de jogo que é arquitetada para potencializar seu futebol. O atual técnico tem como principal mérito ter encontrado o equilíbrio ideal no time para seu principal jogador brilhar sem se ofuscar pela bagunça tática de outrora.

Equilíbrio e solidez são duas palavras que definem bem essa Argentina multicampeã. Em uma variação de 4-4-2 para 4-3-3, os ‘hermanos’ dominaram as Eliminatórias sul-americanas e estabeleceram uma geração vencedora nos últimos anos.

Lionel Messi tem total liberdade em campo

Falso 9, ponta-direita, ‘camisa 10’ clássico, segundo atacante… Messi já desempenhou todas essas funções ao longo de sua vitoriosa carreira. E hoje é possível dizer que ele tem um pouco de cada uma delas em seu jogo de total liberdade na Argentina.

Ele é o principal motor do setor de armação e joga ao redor de um centroavante móvel, que pode ser Julián Alvarez ou Lautaro Martínez. A movimentação entre as linhas de marcação é onde o ex-Barcelona costuma ser mais letal.

Lionel Messi, capitão da Argentina. Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

Lionel Messi, capitão da Argentina. Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

E é exatamente por dominar essa região do campo que Messi naturalmente faz com que o time da Argentina orbite à sua volta. O craque gera um campo gravitacional que atrai os marcadores também para sua órbita e automaticamente cria zonas de superioridade no setor. Recua, avança e acha espaços com a capacidade de um gênio.

Variação de 4-4-2 e 4-3-3

Uma das características dessa Argentina é a aproximação com diversos jogadores próximos da zona da bola. A amplitude pelos lados do campo não é regra engessada do time de Scaloni. Por isso existe variação de 4-4-2 e 4-3-3, com Thiago Almada sendo o principal responsável por essa diversidade tática.

O ex-Botafogo por vezes está aberto pelo lado esquerdo, mas também faz o movimento de interagir pelo meio com Mac Allister, Enzo, De Paul e, claro, Messi. Assim sendo, a seleção pode ter quatro ou cinco homens fazendo ligações no meio-campo e cria uma verdadeira “teia de aranha tática” aos adversários.

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