
Kaká demonstrou confiança no futuro de Endrick dentro da Copa do Mundo e afirmou acreditar que o atacante ainda terá sua oportunidade ao longo da competição. Durante participação na live ‘Resenha do 9’, de Ronaldo Fenômeno, o ex-meia comparou a situação do jovem do Real Madrid com a que viveu no Mundial de 2002.
“Acho que ele [Endrick] está com muita vontade, entende a questão da idade e acho que o momento dele jogar nessa Copa vai chegar. No meu caso [em 2002], eu estava tão feliz de estar lá, claro que queria jogar, mas estava tão feliz..”, disse.
Para Kaká, a experiência de disputar uma Copa do Mundo vai muito além dos minutos em campo. O ex-jogador destacou que atletas jovens precisam aproveitar o ambiente do torneio e se preparar para quando a oportunidade surgir, especialmente em um elenco com tantos jogadores experientes.
A experiência vivida por Kaká em 2002
Convocado para a Copa do Mundo de 2002 aos 20 anos, Kaká chegou ao torneio sem status de protagonista. Naquele momento, o Brasil contava com nomes consagrados como Rivaldo e Ronaldinho, que ocupavam espaço justamente na faixa do campo em que o então meia costumava atuar.
Endrick na Seleção Brasileira. Foto: Ira L. Black/Getty Images
Ao lembrar daquele período, o pentacampeão ressaltou que encarava a competição como uma chance de aprendizado. “Quem jogava na minha posição era Rivaldo e Ronaldinho. [Minha ideia era] Vou treinar e preparar, mas se não jogar… Minha cabeça era muito de querer ajudar, dentro ou fora de campo. A Familia Scolari era muito colaborativa”, completou Kaká.
O ex-jogador também destacou que uma Copa do Mundo funciona como um período de convivência intensa entre os atletas. Segundo ele, o grupo de Luiz Felipe Scolari conseguiu manter o foco no objetivo principal, mesmo diante das especulações externas sobre possíveis desentendimentos no elenco.
Pressão e união como marcas do Mundial
Durante a conversa, Kaká afirmou que a maior dificuldade para qualquer jogador em uma Copa é lidar com a pressão. Para ele, nem treinadores nem companheiros conseguem prever exatamente como cada atleta reagirá quando estiver diante das exigências e da responsabilidade de representar seu país em um Mundial.
O ex-meia ainda recordou que o ambiente da Seleção em 2002 era extremamente positivo e que todos colocavam o sucesso coletivo acima dos interesses individuais. Na visão de Kaká, essa mentalidade foi determinante para a conquista do pentacampeonato e segue sendo uma lição valiosa para jovens jogadores como Endrick.
