A permanência de Arthur no Grêmio para o segundo semestre ganhou mais um obstáculo. Segundo informações divulgadas por Zero Hora, a Juventus apresentou uma alternativa para avançar nas negociações e sugeriu a inclusão do zagueiro Viery no acordo para liberar o volante em definitivo.
A proposta, no entanto, não foi aceita pela direção gremista. A ideia da equipe italiana era utilizar o jovem defensor como parte da composição financeira do negócio pelo camisa 8.
Internamente, porém, há resistência do Grêmio em envolver Viery na operação ou utilizar uma eventual venda do atleta para reduzir os valores exigidos pela Juventus.
Permanência de Arthur cada vez mais improvável no Imortal
O cenário para a permanência de Arthur se tornou ainda mais delicado após o clube gaúcho admitir ao atleta que não possui condições de arcar, neste momento, com os custos totais da negociação. Além do valor pedido pela Juventus, o Grêmio também precisaria bancar salários e luvas do meio-campista.
Uma das alternativas discutidas seria o próprio jogador abrir mão de aproximadamente 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) que ainda tem a receber da Juventus e converter esse montante em um novo vínculo com o Tricolor. Apesar disso, o modelo é considerado complexo e ainda não avançou.
Juventus sugeriu ao Grêmio incluir Viery em possível negociação por Arthur – Foto: Jhony Pinho/AGIF
Até o momento, o Grêmio não formalizou proposta oficial à Juventus nem apresentou uma oferta contratual definitiva ao atleta. Segundo fontes ouvidas por Zero Hora, o clube italiano pede mais de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões) para liberar Arthur em definitivo.
Odorico Roman mudou de ideia e considera Arthur caro para o Grêmio
A renovação de Arthur foi uma das promessas da campanha que levou Odorico Roman à presidência do Grêmio. Ainda em dezembro do ano passado, o mandatário e o dirigente Antonio Dutra Júnior participaram das primeiras conversas com o jogador para viabilizar sua permanência.
Nas últimas semanas, entretanto, setores da direção passaram a questionar os custos da operação e defenderam uma reavaliação do investimento. Sem uma proposta oficial e com as negociações travadas, o otimismo que existia no início do processo diminuiu consideravelmente.
