
Durante boa parte dos últimos anos, James Rodríguez conviveu com críticas constantes. Em diferentes passagens por clubes, incluindo sua experiência no futebol brasileiro, o meia colombiano frequentemente ouviu questionamentos sobre intensidade, capacidade física e participação sem a bola.
Mas basta vestir a camisa da Colômbia para a narrativa mudar completamente. Mais uma vez, o camisa 10 mostrou por que segue sendo uma das principais referências técnicas da geração colombiana e teve papel importante na vitória por 1 a 0 sobre a República Democrática do Congo, resultado que garantiu a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo.
Mesmo sem marcar gols ou distribuir assistências, James comandou o ritmo da equipe durante boa parte da partida, participando da construção ofensiva e ajudando a controlar as ações em um confronto que se mostrou muito mais complicado do que os colombianos imaginavam.
O James da seleção continua diferente
A atuação chamou atenção até mesmo do técnico Néstor Lorenzo, que fez questão de destacar publicamente o desempenho do veterano após a partida. Segundo o treinador, o meio-campo colombiano foi determinante para a vitória e James teve participação fundamental no funcionamento coletivo da equipe.
O comandante reconheceu que a Colômbia deveria ter vencido por uma diferença maior no placar, mas exaltou o esforço dos jogadores e afirmou que o camisa 10 realizou uma partida fantástica, ajudando a equipe a controlar os espaços e executar o plano de jogo.
James iniciou no time titular. Photo by Carl Recine/Getty Images
A boa atuação ganha ainda mais peso porque acontece justamente em um momento no qual muitos torcedores já colocavam em dúvida a capacidade de James continuar sendo decisivo em alto nível. Na seleção, porém, ele segue entregando respostas dentro de campo.
A Copa recoloca o colombiano no centro das atenções
A classificação antecipada para a próxima fase aumenta ainda mais o protagonismo do meia. Com seis pontos conquistados, a Colômbia chega à última rodada contra Portugal brigando pela liderança do Grupo K e apostando novamente na experiência de seu principal articulador.
O desempenho diante da República Democrática do Congo também reforça uma discussão antiga entre torcedores colombianos. Enquanto nos clubes James frequentemente é avaliado pelas limitações físicas, na seleção o contexto parece potencializar suas principais qualidades técnicas e de organização ofensiva.
Mais uma vez, o roteiro se repetiu. Quando a pressão aumentou e as críticas reapareceram, James Rodríguez respondeu da forma que mais gosta: jogando futebol. E a Copa do Mundo pode estar escrevendo mais um capítulo da sua longa história de redenção com a camisa da Colômbia.
