
Quando a Noruega entrou em campo pela última vez em uma Copa do Mundo, em 1998, Erling Haaland sequer havia nascido. Vinte e oito anos depois, o atacante do Manchester City se tornou o rosto de uma geração que recolocou o país entre as principais seleções do planeta e devolveu aos torcedores o sonho de disputar um Mundial.
A trajetória do camisa 9 se mistura com a própria reconstrução da seleção norueguesa. Desde que estreou pela equipe principal, Haaland transformou números impressionantes em rotina. Hoje, já é o maior artilheiro da história do país, com 55 gols marcados em apenas 50 partidas disputadas.
O feito ganha ainda mais dimensão quando comparado ao antigo recorde. Antes dele, ninguém havia superado a marca de Jörgen Juve, que liderava a lista desde 1937. O atacante quebrou a escrita em 2024 e desde então ampliou ainda mais sua vantagem no topo da artilharia nacional.
A geração que devolveu esperança à Noruega
Apesar do protagonismo de Haaland, a Noruega não chega aos Estados Unidos dependendo apenas de uma estrela. O elenco conta com nomes importantes do futebol europeu, como Martin Ødegaard, capitão do Arsenal, além de Antonio Nusa, Oscar Bobb, Kristoffer Ajer e Jørgen Strand Larsen.
A sintonia entre os jogadores é apontada como um dos diferenciais desta equipe. Muitos deles cresceram juntos nas categorias de base da seleção e chegaram ao time principal praticamente ao mesmo tempo, formando uma geração considerada a mais talentosa do país nas últimas décadas.
Erling Haaland. Foto: Stuart Franklin/Getty Images
O próprio Haaland destacou recentemente que o grupo construiu uma relação forte dentro e fora de campo. Para ele, a convivência ao longo dos anos ajudou a criar uma identidade que foi fundamental durante a campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo.
Pressão faz parte do caminho de Haaland
Nas Eliminatórias Europeias, o atacante foi simplesmente avassalador. Foram 16 gols em apenas oito partidas, marca que nenhum outro jogador conseguiu se aproximar. O desempenho confirmou aquilo que já acontece semanalmente no Manchester City: quando a bola chega nele, o gol vira consequência.
Agora, o desafio é outro. Pela primeira vez, Haaland disputará uma Copa do Mundo carregando não apenas as expectativas de uma torcida, mas também o peso de liderar uma seleção que sonha em voltar a fazer história após quase três décadas longe do torneio.
A estreia contra o Iraque pode ser apenas o primeiro capítulo dessa jornada. Para um atacante acostumado a quebrar recordes por onde passa, a Copa do Mundo surge como mais uma oportunidade de ampliar seu legado e escrever o capítulo mais importante da história recente do futebol norueguês.
