
Quando o Canadá precisou de uma resposta diante da Bósnia Herzegovina na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi um velho conhecido da seleção quem apareceu para salvar a noite em Toronto.
Saindo do banco de reservas, Cyle Larin precisou de apenas dois minutos em campo para marcar o gol de empate por 1 a 1 e entrar definitivamente para a história do futebol canadense.
O atacante de 31 anos anotou o primeiro gol do Canadá em Copas, coroando uma trajetória construída ao longo de mais de uma década como um dos principais nomes da geração que recolocou o país entre as potências emergentes do futebol internacional.
Larin é filho de imigrantes jamaicanos e começou sua trajetória no futebol atuando em equipes locais antes de chamar atenção pelo talento físico e pela facilidade para balançar as redes. O destaque ainda jovem lhe rendeu uma oportunidade na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, etapa decisiva para sua chegada ao futebol profissional.
Em 2015, foi a primeira escolha geral do Draft da Major League Soccer (MLS), sendo contratado pelo Orlando City. Logo na temporada de estreia, marcou 17 gols e estabeleceu o recorde de gols para um novato na liga norte-americana.
O bom desempenho abriu as portas para o futebol europeu. Desde então, Larin acumulou passagens por alguns dos principais campeonatos do continente. Vestiu a camisa do Besiktas, da Turquia, onde viveu um dos melhores momentos da carreira, conquistando títulos nacionais e alcançando números expressivos de gols.
A trajetória ainda inclui passagens por Club Brugge, da Bélgica, Mallorca e Valladolid, da Espanha, além do Feyenoord, da Holanda. A experiência adquirida em diferentes ligas moldou um atacante versátil, capaz de atuar tanto como referência na área quanto explorando espaços em transições ofensivas.
Na temporada 2025/26, Larin chegou ao Southampton em busca de um novo desafio. Mesmo alternando entre titularidade e banco de reservas, participou de 22 partidas, marcou nove gols e distribuiu duas assistências.
Curiosamente, o gol contra a Bósnia encerrou um jejum de mais de um mês sem balançar as redes. Sua última comemoração havia acontecido em 2 de maio, quando marcou pela Championship inglesa.
Diante dos bósnios, porém, o atacante mostrou por que continua sendo uma peça importante para o técnico Jesse Marsch. Aos 33 minutos do segundo tempo, aproveitou uma bela construção ofensiva iniciada por Ismaël Koné e finalizada por um passe preciso de Promise David para empurrar a bola para o fundo das redes e incendiar a torcida canadense.
O gol não apenas garantiu um ponto importante para os anfitriões. Também reacendeu a disputa por uma vaga no time titular para a próxima rodada do Grupo B, contra o Catar, em Vancouver.
Se depender da estreia, o homem que marcou o primeiro gol canadense em Mundiais pode estar prestes a ganhar um papel ainda maior na caminhada do Canadá em sua Copa do Mundo.
