Como o foco psicológico de Ancelotti garantiu virada do Brasil

HOUSTON, TEXAS - JUNE 29: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, looks on before the FIFA World Cup 2026 Round Of 32 match between Brazil and Japan at Houston Stadium on June 29, 2026 in Houston, Texas. (Photo by Lars Baron/Getty Images)
© Getty ImagesHOUSTON, TEXAS – JUNE 29: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, looks on before the FIFA World Cup 2026 Round Of 32 match between Brazil and Japan at Houston Stadium on June 29, 2026 in Houston, Texas. (Photo by Lars Baron/Getty Images)

A mão de Carlo Ancelotti voltou a fazer a diferença para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Repetindo o roteiro do duelo contra o Marrocos, onde o Brasil precisou correr atrás do prejuízo, o técnico italiano soube corrigir os rumos no segundo tempo para garantir a virada por 2 a 1 sobre o Japão.

Dono de cinco taças da Champions League, Ancelotti usa sua bagagem pesada para manter a frieza nos cenários mais complicados, contagiando o elenco com a certeza da vitória. A informação é dos jornalistas Danilo Lavieri, Pedro Lopes e Paulo Vinicius Coelho.

A insistência de Ancelotti em suas peças-chave se provou acertada diante do Japão. Ignorando o clamor popular, o técnico manteve Casemiro no time para a etapa final, apesar do erro no gol adversário e do risco pelo cartão amarelo. A resposta do capitão veio na bola: autor do gol que iniciou a reação, o meio-campista justificou a paciência do comandante e liderou a reviravolta.

Conhecido por evitar mexidas drásticas, Ancelotti provavelmente teria mantido a formação inicial se a lesão de Lucas Paquetá, no apagar das luzes do primeiro tempo, não o tivesse forçado a agir. Sem o meio-campista, o técnico apostou na entrada de Endrick e redesenhou a postura do Brasil, acionando o jogo aéreo e povoando a área adversária para sufocar a defesa japonesa.

O trabalho mental de Carletto

O trabalho psicológico de Ancelotti tem sido baseado em uma repetição quase sagrada: fazer o jogador brasileiro resgatar a fé no próprio futebol. Essa mentalidade encontrou respaldo na espinha dorsal da equipe.

Vivendo sua terceira Copa do Mundo, o veterano Alisson endossou as palavras do treinador, destacando que a convicção interna é o combustível que faltava para o time deslanchar nos momentos decisivos.

Alisson detalha o diferencial de Ancelotti no vestiário

“Nós mais experientes podemos trazer tranquilidade para acalmar os jogadores. Nossa equipe tem sido muito madura, principalmente o mister. Foi a tônica do discurso dele para a gente ter calma e confiança. Que tínhamos de pensar em jogar futebol. Ele também pediu uma outra movimentação que nos ajudou muito”. Temos de acreditar. Acreditar é o mais importante. Acreditar que era possível reverter este resultado”, explicou Alisson.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *