
A Colômbia perdeu na última terça-feira (7) para a Suíça pelas oitavas de final da Copa do Mundo em decisão nos pênaltis. Davison Sánchez e Cucho Hernández não converteram as cobranças e os sul-americanos foram eliminados.
Mas outro jogador foi apontado como culpado pela eliminação: o meia Jaminton Campaz, ex-Grêmio, entrou no segundo tempo do jogo e perdeu uma chance clara de gol na prorrogação.
O meia ficou cara a cara com o goleiro Kobel e chutou por cima. Segundo o portal colombiano Infobae, o jogador e a sua família estão sofrendo ameaças de torcedores após a eliminação para a Suíça na Copa do Mundo.
Jogador pede respeito à torcida
Com isso, Campaz não voltou com o resto da delegação para Bogotá e, nas redes sociais, restringiu comentários e pediu respeito aos torcedores. Ele destacou que nenhuma paixão justifica o ódio e fez apelo aos colombianos.
“Minha Colômbia, por favor, nunca deixemos de lado o respeito. Podemos pensar diferente, sentir frustração ou tristeza, mas nenhuma paixão justifica o ódio nem viver com medo”, disse o jogador no Instagram.
Após tomar conhecimento dos ataques que Campaz e a sua família estão recebendo, a Federação Colombiana de Futebol saiu em defesa do jogador e disse que ninguém deve se submeter a intimidação por representar o seu país.
Confira parte da nota oficial da Federação
“Nenhum atleta, nem qualquer membro de sua equipe, deve ser submetido a intimidação por representar o país em um contexto esportivo. A FCF reitera que os jogadores que compõem nossas seleções nacionais assumem a honra de vestir a camisa colombiana com disciplina, comprometimento, profissionalismo e profundo amor pelo país”, afirmou a FCF.
Campaz, apesar do gol perdido na prorrogação, não deixou de bater um dos pênaltis e converteu a cobrança. O meia do Rosário Central, da Argentina, encerrou a sua participação na Copa com um gol marcado em três jogos.
