
O retorno de Neymar à Seleção Brasileira, após um hiato de dois anos e oito meses, foi marcado por forte emoção e lágrimas. No entanto, o cenário atual exige que ele reconquiste seu espaço. Com a forte concorrência nesta Copa do Mundo, a vaga de titular na equipe comandada por Carlo Ancelotti está bastante disputada.
O treinador estuda utilizá-lo de duas formas: substituindo Matheus Cunha ou atuando mais avançado, ao lado de outra peça ofensiva — papel exercido por Rayan e Vini Jr. no último jogo. Contra a Escócia, Neymar foi a campo aos 30 minutos da etapa final justamente na vaga de Cunha. Vale ressaltar, que as informações são do jornalista Igor Siqueira, do Uol Esporte.
Neymr em ação no duelo contra a Escócia – (Photo by Megan Briggs/Getty Images)
A sólida vitória por 3 a 0, que garantiu ao Brasil a liderança do grupo ao fim da primeira fase, reduz ainda mais as chances de Neymar cavar uma vaga entre os titulares. O grande obstáculo atende pelo nome de Vini Jr., atual protagonista e artilheiro da seleção com quatro gols em três partidas.
Vini Jr. intocável e Rayan consolidado são barreira para Neymar
Consolidado como um dos principais destaques desta Copa do Mundo, o camisa 7 vive um momento decisivo, impulsionado por um ajuste tático de Carlo Ancelotti que o deixou ainda mais livre e perigoso no comando de ataque.
O panorama fica ainda mais complexo para Neymar com a afirmação de Rayan, que substituiu o lesionado Raphinha com grande propriedade. O jovem atacante tem se destacado pela entrega sem a bola: além de executar uma pressão eficiente na saída de jogo adversária — fundamento que originou o primeiro gol de Vini Jr. na última partida —, ele demonstra disciplina tática para recompor e acompanhar as descidas do lateral oponente quando exigido.
O crescimento de Matheus Cunha nos últimos dois jogos é mais um fator que pesa contra Neymar. Com três gols na Copa (dois no Haiti e um na Escócia), ele vem jogando muita bola. E o papel dele vai além dos gols: na parte tática, Cunha flutua pelo meio e faz o losango da seleção funcionar. Esse movimento abre espaço e ajuda Paquetá e Bruno Guimarães a armarem o jogo, além de dar toda a segurança para o Vini Jr. decidir na frente.

Protagonismo em bola parada e desafio na questão física
A hierarquia de Neymar se fez notar de imediato na bola parada, com o craque assumindo faltas e escanteios logo em sua entrada. Contudo, o fator físico ainda joga contra: após mais de um mês de molho, os 15 minutos em campo contra a Escócia serviram apenas como um primeiro teste. Essa falta de ritmo, somada ao encaixe perfeito do quinteto titular, torna quase impossível que Ancelotti mude o time para a abertura do mata-mata. A tendência é manter a base atual, embora o treinador tenha celebrado o retorno e os minutos preciosos que pôde dar ao camisa 10.
