Ancelotti é um dos técnicos mais decisivos da Copa 2026

Carlo Ancelotti é o técnico do Brasil. Foto: Buda Mendes/Getty Images
© Getty ImagesCarlo Ancelotti é o técnico do Brasil. Foto: Buda Mendes/Getty Images

A Copa do Mundo de 2026 reunirá alguns dos maiores talentos do futebol mundial dentro de campo, mas o torneio também será marcado pela presença de treinadores capazes de influenciar diretamente o destino de suas seleções. Em uma competição de tiro curto, decisões estratégicas, ajustes táticos e gestão de grupo costumam fazer a diferença entre o sucesso e a eliminação precoce.

Entre os comandantes mais observados estará Carlo Ancelotti, que disputará sua primeira Copa do Mundo à frente da Seleção Brasileira. Dono de uma trajetória vitoriosa no futebol europeu, o italiano chega cercado de expectativas para conduzir o Brasil em busca do hexacampeonato e encerrar um jejum que já dura mais de duas décadas.

Outros nomes consagrados também prometem desempenhar papel decisivo no torneio. Lionel Scaloni tentará repetir com a Argentina o sucesso alcançado em 2022, enquanto Thomas Tuchel buscará recolocar a Inglaterra na disputa pelo título. Já Didier Deschamps segue como uma das referências entre os técnicos de seleções, liderando uma França que novamente aparece entre as principais candidatas à conquista mundial.

1) ​Carlo Ancelotti (Brasil)

Ancelotti. Foto: Wagner Meier/Getty Images

Ancelotti. Foto: Wagner Meier/Getty Images

Carlo Ancelotti chega à Copa do Mundo de 2026 carregando uma das trajetórias mais vitoriosas da história do futebol. Aos 66 anos, o italiano assumiu a Seleção Brasileira com a missão de encerrar uma espera que já dura mais de duas décadas pelo hexacampeonato mundial. Primeiro treinador estrangeiro a dirigir o Brasil, ele trouxe consigo uma reputação construída ao longo de décadas no mais alto nível do futebol europeu, marcada pela conquista de cinco títulos da Liga dos Campeões e por passagens bem-sucedidas por gigantes como Real Madrid, Milan, Chelsea e Paris Saint-Germain.

Desde que assumiu o cargo, Ancelotti tem trabalhado para construir uma equipe mais equilibrada, capaz de unir a qualidade da nova geração brasileira à experiência de jogadores consagrados. Sua principal preocupação tem sido fortalecer a organização defensiva da equipe, um aspecto que gerou críticas em ciclos anteriores. Embora seu primeiro ano no comando tenha apresentado desafios e momentos de instabilidade, os sinais recentes apontam para uma seleção mais sólida e competitiva. A expectativa é que sua experiência em decisões e sua habilidade de gestão de grupo façam a diferença nos momentos mais importantes do torneio.

2) ​Lionel Scaloni (Argentina)

​Lionel Scaloni. Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

​Lionel Scaloni. Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

Poucos treinadores chegam à Copa de 2026 com tanto prestígio quanto Lionel Scaloni. O técnico argentino transformou uma equipe desacreditada após a Copa de 2018 em uma das seleções mais vitoriosas do futebol mundial. Inicialmente visto apenas como uma solução temporária, o ex-lateral-direito construiu um trabalho consistente que resultou nos títulos da Copa América de 2021 e 2024, da Finalíssima de 2022 e, principalmente, da Copa do Mundo do Catar.

A principal marca de Scaloni é sua capacidade de adaptação. O treinador molda seus sistemas de acordo com as características dos jogadores disponíveis, sem abrir mão da competitividade coletiva. Foi assim que conseguiu potencializar Lionel Messi e criar um grupo extremamente unido em torno de um objetivo comum. Agora, a Argentina chega aos Estados Unidos, México e Canadá defendendo o título mundial e sonhando em repetir um feito que escapou até mesmo a técnicos históricos do país. Caso conquiste mais uma taça, Scaloni consolidará definitivamente seu nome entre os maiores treinadores da história argentina.

​3) Luis de la Fuente (Espanha)

Luis de la Fuente. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Luis de la Fuente. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Luis de la Fuente assumiu a seleção principal da Espanha após construir praticamente toda a sua carreira dentro da estrutura da federação espanhola. Antes de chegar ao time principal, acumulou títulos importantes nas categorias de base, incluindo as Eurocopas Sub-19 e Sub-21. Essa longa convivência com as futuras gerações da La Roja permitiu que ele conduzisse uma renovação natural da equipe nacional, apostando em jovens talentos sem abrir mão da identidade tradicional do futebol espanhol.

Sob seu comando, a Espanha voltou a conquistar títulos relevantes, levantando a UEFA Nations League e a Eurocopa de 2024. Além dos resultados, De la Fuente promoveu mudanças importantes no estilo de jogo da equipe, tornando-a mais vertical e dinâmica. A Copa de 2026 representará seu maior desafio até aqui, já que a pressão sobre a seleção espanhola aumenta significativamente em um torneio mundial. A expectativa é que o treinador consiga manter o equilíbrio entre juventude, talento e competitividade para recolocar a Espanha na disputa pelo título.

​4) Didier Deschamps (França)

Didier Deschamps. Foto: Alex Livesey/Getty Images

Didier Deschamps. Foto: Alex Livesey/Getty Images

Didier Deschamps é um dos treinadores mais respeitados do futebol internacional e chega à Copa de 2026 encerrando um ciclo histórico à frente da França. No comando dos Bleus desde 2012, ele construiu um dos trabalhos mais duradouros e bem-sucedidos entre as grandes seleções do mundo. Durante esse período, conquistou a Copa do Mundo de 2018, a Nations League de 2021 e ainda levou os franceses à final do Mundial de 2022.

A longevidade de Deschamps está diretamente ligada à sua capacidade de administrar elencos repletos de estrelas. Com pragmatismo e eficiência, ele transformou a França em uma seleção extremamente competitiva, capaz de se adaptar a diferentes cenários de jogo. Em 2026, terá novamente à disposição uma geração talentosa liderada por Kylian Mbappé. A possibilidade de disputar sua última Copa torna o desafio ainda mais simbólico para um treinador que já conquistou o torneio como jogador e técnico, algo reservado a poucos nomes na história do futebol.

​5) Thomas Tuchel (Inglaterra)

Thomas Tuchel. Foto: Ryan Pierse/Getty Images

Thomas Tuchel. Foto: Ryan Pierse/Getty Images

Thomas Tuchel assumiu a seleção inglesa em 2025 com a responsabilidade de transformar uma das equipes mais talentosas do futebol mundial em uma campeã. Conhecido pelo perfil detalhista e pela obsessão tática, o treinador alemão construiu sua reputação em clubes como Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain, Chelsea e Bayern de Munique. Seu maior título veio em 2021, quando conquistou a Liga dos Campeões pelo clube londrino.

Desde sua chegada ao comando da equipe, Tuchel tem buscado criar uma estrutura coletiva mais eficiente para potencializar o talento individual dos jogadores ingleses. Os resultados nas eliminatórias foram impressionantes, com uma campanha perfeita e sem gols sofridos. Apesar de algumas oscilações em amistosos, o histórico do treinador em competições eliminatórias gera confiança na Inglaterra, que sonha encerrar um jejum de títulos mundiais iniciado após a conquista de 1966. Sua capacidade de realizar ajustes rápidos durante as partidas pode ser um diferencial importante no mata-mata.

​6) Roberto Martínez (Portugal)

​Roberto Martínez. Foto: Jurij Kodrun/Getty Images

​Roberto Martínez. Foto: Jurij Kodrun/Getty Images

Roberto Martínez chegou ao comando de Portugal após um longo ciclo à frente da Bélgica, onde liderou uma das gerações mais talentosas do futebol europeu. O treinador espanhol alcançou o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2018 e ganhou reconhecimento por sua capacidade de organizar equipes ofensivas e tecnicamente qualificadas. Agora, em Portugal, encontrou um elenco igualmente talentoso, com uma combinação interessante entre experiência e juventude.

Seu trabalho tem sido baseado na versatilidade tática e na valorização da qualidade técnica dos jogadores portugueses. A conquista recente da Liga das Nações reforçou a confiança no projeto liderado por Martínez. Além disso, o treinador carrega a responsabilidade de tentar proporcionar a Cristiano Ronaldo o único grande troféu que ainda falta em sua carreira. Depois de não conseguir transformar a geração belga em campeã mundial, Martínez busca escrever uma nova história à frente de uma seleção que reúne condições de disputar o título.

​7) Ronald Koeman (Holanda)

​Ronald Koeman. Foto: Rafal Oleksiewicz/Getty Images

​Ronald Koeman. Foto: Rafal Oleksiewicz/Getty Images

Ronald Koeman reassumiu a seleção da Holanda com a missão de recolocar a equipe entre as protagonistas do futebol mundial. Após uma primeira passagem entre 2018 e 2020, marcada pela reconstrução do time e pela final da Nations League, o treinador retorna com um elenco mais maduro e competitivo. Ex-jogador histórico da seleção holandesa, Koeman aposta em um modelo de jogo que valoriza a organização defensiva e a eficiência nas transições, buscando equilibrar o talento individual com maior disciplina tática.

Em 2026, a expectativa é que a Holanda finalmente consiga transformar sua tradição em resultados concretos em Copas do Mundo. Koeman tem trabalhado para dar solidez ao sistema defensivo e potencializar uma geração talentosa, mas ainda em evolução. Seu desafio será encontrar consistência em um cenário de alta pressão, no qual a seleção holandesa historicamente alterna momentos de brilho com quedas inesperadas em fases decisivas.

8) Marcelo Bielsa (Uruguai)

Marcelo Bielsa. Foto: Ernesto Ryan/Getty Images

Marcelo Bielsa. Foto: Ernesto Ryan/Getty Images

Marcelo Bielsa representa uma das propostas mais radicais do futebol mundial na Copa de 2026. À frente do Uruguai desde 2023, o treinador argentino aplica sua filosofia de intensidade máxima, pressão alta e jogo vertical, transformando a Celeste em uma equipe extremamente agressiva sem a bola. Com longa experiência em clubes e seleções, Bielsa é conhecido por influenciar profundamente a cultura de seus times, mais do que apenas os resultados imediatos.

No Uruguai, seu trabalho busca resgatar a identidade competitiva da seleção, combinando disciplina tática com energia constante. Apesar de campanhas anteriores irregulares em Copas do Mundo, Bielsa chega ao torneio com a confiança de ter reconstruído equipes em diferentes contextos. Em 2026, sua equipe promete ser uma das mais intensas fisicamente, capaz de desafiar qualquer adversário em um estilo de jogo levado ao limite.

​9) Néstor Lorenzo (Colômbia)

​Néstor Lorenzo. Foto: Tim Nwachukwu/Getty Images

​Néstor Lorenzo. Foto: Tim Nwachukwu/Getty Images

Néstor Lorenzo consolidou a Colômbia como uma das seleções mais organizadas da América do Sul desde que assumiu o comando em 2022. Com forte influência de sua experiência como auxiliar de José Pékerman, ele construiu uma equipe equilibrada, que combina solidez defensiva com transições rápidas e objetivas. Sua proposta valoriza o controle do jogo sem abrir mão da agressividade ofensiva em momentos estratégicos.

Em 2026, Lorenzo chega à sua primeira Copa do Mundo como treinador principal, carregando grande expectativa interna. A Colômbia apresenta uma geração talentosa e madura, capaz de competir em alto nível contra potências tradicionais. O desafio do treinador será manter a consistência em jogos decisivos, onde sua equipe precisará transformar bom desempenho coletivo em resultados concretos.

10) Julian Nagelsmann (Alemanha)

​Julian Nagelsmann. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

​Julian Nagelsmann. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Julian Nagelsmann é um dos técnicos mais jovens e inovadores da Copa de 2026, assumindo a seleção da Alemanha com a responsabilidade de modernizar o estilo de jogo da equipe. Com apenas 38 anos, o treinador construiu sua carreira com base em conceitos táticos avançados, flexibilidade de sistemas e forte uso da análise de desempenho. Sua missão é recuperar a identidade competitiva da Mannschaft após ciclos irregulares em grandes torneios.

Sob seu comando, a Alemanha busca um futebol mais dinâmico e inteligente, com ocupação eficiente de espaços e variações constantes de esquema. Nagelsmann representa uma nova geração de treinadores que prioriza adaptação e leitura de jogo em tempo real. Em 2026, a expectativa é que ele consiga transformar o potencial do elenco alemão em desempenho consistente nas fases decisivas do torneio.

​11) Rudi Garcia (Bélgica)

​Rudi Garcia. Foto: Daniel Bartel/Getty Images

​Rudi Garcia. Foto: Daniel Bartel/Getty Images

Rudi Garcia assumiu a seleção da Bélgica com a tarefa de liderar uma transição de geração após o fim do ciclo da chamada “geração de ouro”. Experiente no futebol europeu, o treinador francês aposta em um modelo de jogo equilibrado, que prioriza organização coletiva e transições rápidas. Sua chegada marca uma tentativa de reconstrução após anos de expectativa não correspondida em Copas do Mundo.

Em 2026, Garcia trabalha para reposicionar a Bélgica como uma seleção competitiva em alto nível, mesmo sem o brilho individual de ciclos anteriores. O foco está em consolidar uma identidade mais pragmática, capaz de competir em jogos eliminatórios. Sua experiência em diferentes ligas europeias é vista como um trunfo para lidar com a pressão de um projeto de reconstrução.

12) Mohamed Ouahbi (Marrocos)

Mohamed Ouahbi. Foto: Denis Doyle/Getty Images

Mohamed Ouahbi. Foto: Denis Doyle/Getty Images

Mohamed Ouahbi chega à seleção principal de Marrocos em um momento de grande expectativa após o histórico desempenho recente da equipe em Copas do Mundo. Promovido após sucesso nas categorias de base, onde conquistou o Mundial Sub-20, o treinador representa uma aposta na continuidade do trabalho estruturado da federação marroquina. Seu estilo busca manter a organização defensiva aliada a transições rápidas e bem definidas.

Com pouco tempo de preparação antes de 2026, Ouahbi enfrenta o desafio de consolidar ideias e manter o alto nível competitivo alcançado pelo país nos últimos anos. A pressão é grande, já que Marrocos deixou de ser apenas uma surpresa e passou a ser visto como uma seleção candidata a avançar novamente às fases finais. Sua capacidade de adaptação será decisiva em um ciclo curto e exigente.

​13) Zlatko Dalić (Croácia)

Zlatko Dalić. Foto: Leonardo Fernandez/Getty Images

Zlatko Dalić. Foto: Leonardo Fernandez/Getty Images

Zlatko Dalić é o responsável por manter a Croácia entre as seleções mais competitivas do futebol mundial desde 2017. Sob seu comando, o país alcançou resultados históricos, incluindo o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2018 e o terceiro lugar em 2022. Sua principal característica é a capacidade de gerir elencos experientes, especialmente no meio-campo, setor tradicionalmente forte da equipe croata.

Em 2026, Dalić aposta novamente na resiliência e no equilíbrio emocional de sua equipe para competir contra seleções mais jovens e fisicamente intensas. Mesmo com mudanças geracionais, a Croácia segue sendo uma equipe difícil de ser batida em jogos eliminatórios. O treinador busca manter viva a identidade competitiva do país, baseada em organização e resistência em momentos decisivos.

​14) Javier Aguirre (México)

Javier Aguirre. Foto: Manuel Velasquez/Getty Images

Javier Aguirre. Foto: Manuel Velasquez/Getty Images

Javier Aguirre reassumiu a seleção do México com a missão de dar estabilidade a um projeto marcado por oscilações em Copas do Mundo. Conhecido por sua experiência em competições internacionais, o treinador já participou de diversas edições do torneio e é visto como uma figura de confiança em momentos de pressão. Seu estilo prioriza organização defensiva e eficiência em transições rápidas.

Em 2026, jogando em casa, Aguirre enfrenta talvez o maior desafio de sua carreira à frente do “El Tri”. A expectativa da torcida mexicana é alta, especialmente por se tratar de uma edição com forte presença na América do Norte. O treinador aposta na experiência para lidar com a pressão e transformar o fator local em vantagem competitiva.

15) Gustavo Alfaro (Paraguai)

Gustavo Alfaro. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images

Gustavo Alfaro. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images

Gustavo Alfaro chegou à seleção do Paraguai com a missão de reconstruir a competitividade da equipe em nível internacional. Conhecido por seu trabalho sólido com o Equador em ciclos recentes, o treinador argentino aposta em um modelo de jogo organizado, com forte disciplina tática e foco em jogos eliminatórios. Sua experiência em diferentes contextos sul-americanos é um dos pilares de sua credibilidade.

Em 2026, o desafio de Alfaro será recolocar o Paraguai em evidência após anos de ausência em Copas do Mundo. A equipe aposta em um estilo pragmático, baseado em intensidade e eficiência nas poucas oportunidades criadas. A expectativa é de um time competitivo, capaz de dificultar a vida de adversários mais tradicionais e buscar avanços surpreendentes no torneio.

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