
Antonio Rattin, um dos principais ídolos da história do Boca Juniors, morreu neste sábado (11), aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. O ex-meio-campista defendeu apenas a equipe xeneize durante sua carreira, entre 1956 e 1970.
Com a camisa do time de La Bombonera, foram 382 jogos e 28 gols marcados, conquistando quatro títulos nacionais, além de uma Copa Argentina. Já defendendo a seleção albiceleste, disputou 34 partidas e um tento.
“É com profundo pesar que lamentamos o falecimento de Antonio Ubaldo Rattín, ídolo e símbolo de nossa instituição. Nos solidarizamos com sua família e entes queridos neste momento difícil. Adeus para sempre, Rata“, escreveu as redes sociais do Boca Juniors.
Expulsão de Rattin marcou sua carreira
Rattin esteve presente em duas Copas do Mundo: 1962 e 1966. Nesta última, protagonizou um lance que mudaria para sempre a história do futebol. No Mundial realizado na Inglaterra, era o capitão da Argentina.
Pelas quartas de final, o escrete sul-americano enfrentou os donos da casa, que ganhariam por 1 a 0. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Rattin foi reclamar com o árbitro alemão Rudolf Kreitlein por conta de uma falta.
Contudo, sem entender o que lhe dizia, o juiz expulsou o argentino utilizando gestos. A partida ficou paralisada por oito minutos, por Rattin não compreender a atitude da arbitragem. Na ocasião, ainda não existiam os cartões amarelo e vermelho.
Ao deixar o gramado de Wembley, o camisa 10 foi acusado de amassar a bandeira da Inglaterra presente na bandeira de escanteio. Na sequência, pisou no tapete vermelho com a imagem da Rainha Elizabeth.
Cartões foram criados a partir da Copa do Mundo de 1970
A polêmica em que Antonio Rattin se envolveu fez com que aFifa implementasse os cartões amarelo e vermelho a partir do Mundial do México, em 1970. Naquele torneio, as substituições também entrariam em vigor pela primeira vez.
Depois de encerrar sua carreira com jogador, trabalhou como treinador no Gimnasia y Esgrima e no Boca Juniors no final dos anos 70. Posteriormente, Rattin ingressaria na política ao ser eleito deputado em 2001.
