Messi assume protagonismo e se torna o sistema da Argentina na Copa

Lionel Messi, camisa 10 da Argentina, comemora o terceiro gol de sua equipe em Jordânia x Argentina, (Photo by David Ramos/Getty Images)
© David Ramos/Getty ImagesLionel Messi, camisa 10 da Argentina, comemora o terceiro gol de sua equipe em Jordânia x Argentina, (Photo by David Ramos/Getty Images)

A classificação da Argentina para as quartas de final voltou a escancarar uma realidade que acompanha a seleção há anos: Lionel Messi continua sendo muito mais do que o principal jogador da equipe. Aos 39 anos, o camisa 10 se transformou no próprio sistema de jogo argentino, assumindo responsabilidades técnicas, táticas e emocionais em cada momento decisivo da Copa do Mundo.

Contra o Egito, a atuação do craque resumiu exatamente esse cenário. Depois de desperdiçar um pênalti e ver a Argentina ficar perto da eliminação, Messi não se escondeu. Pelo contrário. Chamou a responsabilidade, participou diretamente da reação, marcou um gol e liderou uma virada que parecia improvável quando o placar apontava 2 a 0 para os egípcios.

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Após a partida, o próprio camisa 10 admitiu que sentiu culpa pelo pênalti desperdiçado e revelou ter acreditado que havia complicado a situação dos companheiros. A emoção demonstrada no apito final chamou atenção por ter sido ainda maior do que a exibida após o título da Copa do Mundo de 2022, refletindo o desgaste físico e mental vivido durante a classificação.

Messi muda o jogo dentro de campo

Além da liderança emocional, a atuação do argentino também chamou atenção pelo aspecto tático. Durante boa parte da partida, Messi abandonou a região central do ataque, passou a flutuar pelo lado direito e encontrou novos espaços para desmontar a marcação egípcia.

Essa liberdade permitiu que participasse diretamente das principais jogadas ofensivas da Argentina. Quando o plano inicial deixou de funcionar, foi o próprio camisa 10 quem encontrou alternativas para reorganizar a equipe dentro de campo, assumindo diferentes funções ao longo do confronto.

A leitura de jogo e a capacidade de antecipar os lances continuam compensando a perda natural de explosão física. Mesmo aos 39 anos, Messi segue decidindo partidas porque consegue pensar e executar jogadas antes dos adversários. A fase final do torneio mudou as probabilidades, tornando as apostas no vencedor mais interessantes para quem segue os finalistas.

Argentina ainda precisa evoluir

Apesar da classificação, internamente existe o entendimento de que apenas o talento de Messi não será suficiente para conduzir a Argentina até mais um título mundial. A equipe sabe que precisará apresentar um futebol coletivo muito mais consistente nas próximas fases da competição.

O confronto contra a Suíça será encarado como um teste importante para medir essa evolução. A esperança argentina é que o espírito de luta demonstrado até aqui seja acompanhado por um desempenho coletivo melhor, reduzindo a dependência de mais uma atuação histórica do camisa 10 para continuar viva na busca pelo bicampeonato.

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