
A maneira como a Fifa tratou dois cartões vermelhos na Copa do Mundo voltou a receber críticas na quinta-feira (9), depois que o zagueiro inglês Jarell Quansah foi punido com suspensão de duas partidas.
Em contraste, o atacante americano Folarin Balogun não sofreu suspensão automática por uma infração parecida. Isso deixou ex-árbitros internacionais perplexos quanto ao critério aplicado, segundo apuração do UOL Esportes.
Quansah foi expulso na vitória da Inglaterra sobre o México, nas oitavas de final, depois de revisão do VAR. Por causa disso, ele pegou dois jogos de suspensão, e a Federação Inglesa informou que não apresentará recurso.
A decisão tomada foi equivocada?
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos contra a Bósnia, na fase de 16 avos de final, e inicialmente recebeu punição de uma partida da Fifa, mas essa suspensão acabou sendo revogada.
O que gerou mais controvérsia foi o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para tratar do caso de Balogun — apesar de a Fifa afirmar que a conversa não interferiu na decisão.
Posicionamento sobre a decisão
“A Fifa falhou em seu dever para com o esporte ao adiar a suspensão de Balogun. Ela permitiu interferência externa do presidente. A Fifa, principal entidade reguladora, está em falta. Mas ambos os jogadores cometeram faltas graves, puníveis com cartão vermelho”, escreveu o ex-árbitro Keith Hackett nas redes sociais nesta quinta-feira.
“O que todos esperam dos árbitros são decisões corretas, sim, mas o mais importante é sempre a coerência. Que você perceba: ok, o jogador A recebe a mesma punição que o jogador B. O time A recebe a mesma punição que o time B. Sabe, é isso que se espera. E esse não é o caso quando se trata de Quansah e Balogun”, afirmou Eriksson à Reuters.
