Bola parada já decidiu Copas e hoje preocupa o Brasil

Brasil perde força em bola parada e repete problema que já aparecia em outras Copas - Foto Buda MendesGetty Images
Brasil perde força em bola parada e repete problema que já aparecia em outras Copas – Foto Buda MendesGetty Images

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 deixou uma série de pontos em debate, mas um deles chama atenção pelos números e pela comparação com campanhas anteriores. Em cinco partidas no torneio, a Seleção não marcou nenhum gol em cobranças de falta ou escanteio, fundamento que já decidiu jogos históricos da equipe em Mundiais.

O time comandado por Carlo Ancelotti cobrou 27 escanteios durante a competição e conseguiu apenas seis finalizações nessas jogadas. Em cobranças de falta, não houve sequer uma tentativa direta ao gol, enquanto as faltas alçadas na área renderam apenas duas conclusões.

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Brasil repete números baixos e fica atrás de campanhas históricas

Na Copa do Mundo de 2022, a Seleção também apresentou baixo rendimento nesse fundamento, com nove finalizações em 37 escanteios cobrados e nenhum gol em cobranças diretas de falta.

Outro ponto que chama atenção é a distribuição das cobranças. Bruno Guimarães liderou o número de escanteios executados, seguido por Raphinha e Neymar, mas nenhum dos principais cobradores conseguiu transformar as jogadas em gols.

Tradição construída pelos campeões desapareceu em 2026

O cenário atual contrasta diretamente com a história da Seleção Brasileira nas campanhas dos cinco títulos mundiais. Em 1958, Didi marcou de falta na semifinal e Zagallo participou de um gol iniciado em escanteio na decisão. Quatro anos depois, Garrincha e Vavá decidiram partidas importantes aproveitando cobranças de falta e escanteio.

A Copa de 1970 elevou ainda mais esse protagonismo. Cinco dos 19 gols brasileiros nasceram em jogadas de bola parada, incluindo cobranças de falta de Rivellino e Pelé, além de escanteios e laterais trabalhados. Em 1994, Romário e Branco voltaram a decidir partidas nesse fundamento, enquanto, em 2002, Roberto Carlos, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho marcaram gols decisivos em cobranças de falta ou escanteio.

Ao todo, o Brasil marcou 16 gols de bola parada nas campanhas que renderam seus cinco títulos mundiais. Na Copa de 2026, porém, essa tradição desapareceu completamente.

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