As seleções que ganharam o coração da torcida brasileira

O goleiro Vozinha ganhou fama mundial ao parar a Espanha. Foto: Buda Mendes/Getty Images
© Getty ImagesO goleiro Vozinha ganhou fama mundial ao parar a Espanha. Foto: Buda Mendes/Getty Images

A Copa do Mundo de 2026 ampliou não apenas o número de participantes, mas também o universo de histórias capazes de mobilizar a atenção do público. Com 48 seleções, o torneio abriu espaço para estreantes, retornos simbólicos e equipes que, mesmo distantes do grupo das potências tradicionais, conseguiram conquistar interesse e admiração ao longo da competição.

Seleções como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão trouxeram o encanto da novidade, enquanto equipes como Marrocos, Senegal e Irã reforçaram a ideia de que competitividade e identificação não dependem exclusivamente do histórico de títulos. Em muitos casos, a simpatia despertada nasceu justamente da combinação entre surpresa e capacidade de competir em alto nível.

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A lista a seguir reúne seleções que construíram algum tipo de conexão afetiva durante a Copa de 2026. Seja pela estreia histórica, pela força simbólica de suas trajetórias ou pela forma como enfrentaram adversários mais tradicionais, essas equipes ajudaram a ampliar o mapa do Mundial.

15) Panamá

Panamá. Foto: Robert Cianflone/Getty Images

Panamá. Foto: Robert Cianflone/Getty Images

O Panamá aparece nesta lista como uma daquelas seleções que costumam conquistar simpatia pela postura competitiva. Sem carregar o peso das grandes favoritas, a equipe construiu sua imagem recente apoiada em características que frequentemente despertam identificação entre os torcedores: entrega, organização e capacidade de desafiar adversários teoricamente superiores.

Os resultados ajudam a contextualizar essa percepção. Antes da Copa, os panamenhos venceram a República Dominicana e empataram com a Bósnia e Herzegovina em amistosos. No Mundial, encararam uma sequência exigente diante de Gana, Croácia e Inglaterra, trajetória que reforçou a imagem de uma seleção respeitada pela competitividade, independentemente dos resultados.

14) Gana

Gana. Foto: Dan Mullan/Getty Images

Gana. Foto: Dan Mullan/Getty Images

Gana ocupa há décadas um espaço reconhecível no imaginário das Copas do Mundo. A seleção africana costuma despertar interesse por combinar personalidade, tradição e a capacidade de competir em alto nível sem carregar a pressão histórica das grandes potências do futebol.

A campanha recente ajudou a reforçar essa identidade. Além da vitória sobre o Panamá no Mundial, Gana esteve ligada a um marco importante ao ver Carlos Queiroz disputar sua quinta Copa do Mundo consecutiva como treinador. O conjunto reforça a percepção de uma seleção experiente, competitiva e constantemente relevante.

13) Senegal

Senegal. Foto: Michael Reaves/Getty Images

Senegal. Foto: Michael Reaves/Getty Images

Senegal chegou ao Mundial de 2026 carregando um perfil que costuma atrair admiradores: o de uma seleção forte, organizada e capaz de competir em igualdade com equipes tradicionais. Mais do que uma simples zebra, os senegaleses entraram no torneio cercados por expectativas reais de protagonismo.

Essa condição se refletiu tanto no ranking da FIFA quanto no desempenho em campo. A goleada por 5 a 0 sobre o Iraque e os confrontos diante de França e Noruega reforçaram a imagem de uma equipe que alia qualidade técnica, intensidade física e uma identidade muito clara.

12) Jordânia

Jordânia. Foto: Luke Hales/Getty Images

Jordânia. Foto: Luke Hales/Getty Images

A Jordânia despertou atenção principalmente pelo simbolismo de sua presença. Em Copas do Mundo ampliadas, seleções estreantes costumam carregar uma narrativa especial, e poucas histórias despertam tanta curiosidade quanto a chegada de um país ao torneio pela primeira vez.

A participação no Mundial de 2026 colocou os jordanianos no centro dessa atmosfera de novidade. Independentemente dos resultados, a seleção passou a representar uma das histórias mais singulares e simbólicas desta edição da Copa.

11) Argélia

Argélia. Foto: Francois Nel/Getty Images

Argélia. Foto: Francois Nel/Getty Images

A Argélia aparece nesta lista pelo peso de sua tradição e pela capacidade de representar uma das identidades mais reconhecíveis do futebol africano. Em torneios globais, seleções com forte personalidade costumam despertar interesse justamente por oferecerem algo além do favoritismo convencional.

No contexto da Copa de 2026, a presença argelina ajudou a ampliar a diversidade esportiva e cultural do torneio. Seu espaço neste ranking passa menos por campanhas específicas e mais pelo reconhecimento acumulado ao longo de décadas no futebol internacional.

10) Uzbequistão

Uzbequistão. Foto: Lars Baron/Getty Images

Uzbequistão. Foto: Lars Baron/Getty Images

O Uzbequistão reuniu alguns dos elementos que mais costumam gerar empatia em uma Copa do Mundo: novidade, conquista histórica e a sensação de que cada partida carrega um significado especial. Estrear em um Mundial quase sempre transforma uma seleção em uma história naturalmente atraente.

A participação inédita em 2026 colocou os uzbeques nessa posição. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas, incluindo a derrota para a RD Congo, a seleção conseguiu despertar interesse justamente por representar uma das grandes novidades do torneio.

9) RD Congo

RD Congo. Foto: Molly Darlington/Getty Images

RD Congo. Foto: Molly Darlington/Getty Images

A República Democrática do Congo apresentou um perfil que costuma chamar atenção em grandes competições: uma equipe fisicamente forte, tecnicamente competitiva e formada por atletas espalhados pelas principais ligas internacionais.

Essa característica ficou evidente ao longo da campanha, marcada pelo empate diante de Portugal, pela derrota apertada para a Colômbia e pela vitória sobre o Uzbequistão. O conjunto ajudou a consolidar a imagem de uma seleção competitiva e capaz de despertar curiosidade além dos resultados.

8) Noruega

Noruega. Foto: Lars Baron/Getty Images

Noruega. Foto: Lars Baron/Getty Images

A Noruega ocupa um espaço interessante no cenário internacional: trata-se de uma seleção tradicional o suficiente para ser reconhecida, mas distante do peso histórico das grandes campeãs mundiais. Essa posição intermediária frequentemente favorece a identificação de torcedores que buscam alternativas ao favoritismo mais previsível.

A vitória sobre Senegal, uma das equipes mais respeitadas fora do grupo das potências, reforçou essa percepção. O resultado ajudou a consolidar a imagem de uma seleção competitiva, organizada e capaz de produzir campanhas relevantes.

7) Irã

Irã. Foto: Richard Heathcote/Getty Images

Irã. Foto: Richard Heathcote/Getty Images

O Irã construiu sua reputação internacional a partir de uma característica muito valorizada por parte dos torcedores: a competitividade. Ao longo dos anos, a seleção se consolidou como uma equipe difícil de enfrentar, organizada e capaz de equilibrar confrontos contra adversários de diferentes níveis.

Essa identidade voltou a aparecer no Mundial de 2026. Os empates com Nova Zelândia, Bélgica e Egito, somados aos bons resultados em amistosos preparatórios, reforçaram a imagem de uma seleção consistente e respeitada internacionalmente.

6) Costa do Marfim

Costa do Marfim. Foto: Molly Darlington/Getty Images

Costa do Marfim. Foto: Molly Darlington/Getty Images

A Costa do Marfim reúne elementos que tradicionalmente despertam simpatia em grandes torneios: forte identidade africana, histórico competitivo relevante e um elenco internacionalizado que amplia seu alcance e reconhecimento.

A vitória sobre Curaçao ajudou a sustentar esportivamente essa percepção. Mais do que participar da competição, a seleção marfinense reforçou sua condição de equipe capaz de combinar tradição, competitividade e apelo internacional.

5) Marrocos

Marrocos. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Marrocos. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Marrocos chegou à Copa de 2026 já distante do papel de surpresa. A seleção construiu nos últimos anos uma imagem de competitividade consolidada, tornando-se uma das equipes mais respeitadas fora do grupo das potências tradicionais.

A posição histórica alcançada no ranking da FIFA e a vitória sobre o Haiti reforçaram esse status. O carinho despertado pela seleção marroquina nasce justamente dessa combinação entre resultados concretos, identidade forte e capacidade de competir em alto nível.

4) Haiti

Haiti. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Haiti. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

O Haiti se transformou em uma das histórias mais emocionantes desta Copa do Mundo. Sua presença ultrapassou a dimensão puramente esportiva e passou a representar sentimentos de pertencimento, identidade e mobilização social.

Os registros de celebração envolvendo comunidades haitianas e a homenagem dedicada a Frantzdy Pierrot ajudaram a ampliar essa conexão emocional. Em campo, apesar dos resultados adversos contra Brasil e Marrocos, a seleção deixou uma marca afetiva importante nesta edição do torneio.

3) Paraguai

Paraguai. Foto: Stu Forster/Getty Images

Paraguai. Foto: Stu Forster/Getty Images

O Paraguai desperta identificação no Brasil por razões que vão além do futebol. A proximidade geográfica, cultural e esportiva faz com que seleções sul-americanas frequentemente sejam observadas com maior familiaridade pelos torcedores brasileiros.

No Mundial de 2026, os paraguaios reforçaram esse papel de seleção tradicional, competitiva e facilmente reconhecível. Sua presença ajudou a manter viva uma das rivalidades e conexões históricas mais importantes do futebol sul-americano.

2) Curaçao

Curaçao. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Curaçao. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Curaçao protagonizou uma das narrativas mais simpáticas de toda a Copa do Mundo. A combinação entre estreia, dimensão territorial reduzida e a sensação de conquista improvável transformou a seleção em uma das histórias mais fáceis de abraçar emocionalmente.

O fato de representar o menor país da história a disputar um Mundial ajudou a ampliar ainda mais essa identificação. O empate com o Equador reforçou a percepção de que Curaçao não estava apenas vivendo uma experiência histórica, mas também competindo em alto nível.

1) Cabo Verde

Cabo Verde. Foto: Francois Nel/Getty Images

Cabo Verde. Foto: Francois Nel/Getty Images

Cabo Verde encerra esta lista como a seleção que melhor reuniu os elementos capazes de despertar simpatia em uma Copa do Mundo: novidade, superação e competitividade. Entre as estreantes de 2026, foi a equipe que mais conseguiu transformar curiosidade inicial em admiração esportiva.

A campanha construída no torneio ajudou a consolidar essa percepção. Os empates diante de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, somados aos bons resultados anteriores, fizeram de Cabo Verde não apenas uma história curiosa, mas uma seleção capaz de conquistar respeito e carinho por aquilo que apresentou dentro de campo.

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