
De olho no confronto de hoje às 14h (de Brasília) pela segunda fase da Copa do Mundo, o zagueiro japonês Shogo Taniguchi não escondeu o alerta com o poder do ataque da Seleção Brasileira. O defensor fez questão de destacar as ameaças individuais de Vini Jr. e Matheus Cunha para a partida.
O confronto de hoje coloca frente a frente um ataque avassalador e uma defesa sólida. Com sete gols na competição, a dupla Vini Jr. e Matheus Cunha representa a principal ameaça ao retrospecto defensivo do Japão, que sofreu apenas três gols nesta Copa do Mundo. Sabendo do desafio, o zagueiro Taniguchi pregou foco total para neutralizar a habilidade dos atacantes brasileiros.
“Como todos sabem, a capacidade individual deles está entre as melhores do mundo. Especialmente os atacantes, que se movimentam de forma muito dinâmica. Nós, defensores, precisamos manter a comunicação e não dar tempo, espaço ou tranquilidade ao adversário. Isso tem que continuar sendo feito. Temos que jogar com altíssima concentração, porque sei que será um jogo muito duro”, detalhe Taniguchi.
Vini Jr. e Matheus Cunha, os alvos do Japão
Vini Jr. consolidou seu status de protagonista absoluto desta Copa do Mundo. Único atleta a faturar o prêmio de melhor em campo em todas as três partidas que disputou, o atacante do Real Madrid já balançou as redes quatro vezes. Com essa marca, ele divide a vice-artilharia do Mundial com um pelotão de elite: os franceses Mbappé e Dembelé, além do norueguês Haaland.
As declarações de Taniguchi deixam claro que o Japão fez a lição de casa tática. O defensor demonstrou conhecer bem os caminhos do ataque brasileiro ao analisar a movimentação de Matheus Cunha, que atua recuado como um “falso 9”, e a estratégia da Seleção de explorar ao máximo a velocidade e o drible de Vini Jr. na ponta.
Taniguchi dá uma breve aula sobre o esquema de Ancelotti
O zagueiro japonês mostra o resultado de seus estudos: “Sabemos pelo scouting que, mesmo atuando como camisa 9 (centroavante), ele desempenha funções parecidas com as de um camisa 10 (armador). E, observando a fase de grupos, percebemos que o setor ofensivo deles é bastante móvel. Por isso, comunicação, cobertura e definição de quem marca quem são fundamentais”.
Taniguchi detalhou seus olhares sobre o sistema ofensivo brasileiro: “Eles não desperdiçam nenhuma brecha. Especialmente Vinícius, que tem sido potencializado ainda mais pelo esquema. A bola pode chegar de qualquer lugar. Então, lá atrás, não podemos relaxar nem por um minuto”.
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