
A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, nesta quarta-feira (24), em Miami, teve Vinicius Jr como protagonista dos gols. Mas, do ponto de vista tático, poucos jogadores deixaram uma impressão tão positiva quanto Rayan.
Em sua primeira partida como titular nesta Copa do Mundo, o atacante revelado pelo Vasco aproveitou a oportunidade dada por Carlo Ancelotti e apresentou exatamente o que o treinador esperava ao promovê-lo à vaga de Raphinha.
A escolha não aconteceu por acaso. Diante de uma Escócia que adota marcação individual e costuma pressionar alto sem conseguir recuperar rapidamente suas posições defensivas, Ancelotti buscava um atacante capaz de atacar espaços, acelerar transições e contribuir sem a bola. Rayan entregou tudo isso.
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O que Rayan fez de bom em Brasil x Escócia
Desde os primeiros minutos, o ex-cruzmaltino foi uma peça central no plano de jogo brasileiro. Atuando aberto pelo lado direito, garantiu amplitude ao ataque e criou o corredor necessário para as aproximações de Danilo e Bruno Guimarães. Sua movimentação constante obrigou a defesa escocesa a tomar decisões difíceis e abriu espaços importantes para os companheiros explorarem.
Mas foi sem a posse que sua atuação ganhou ainda mais valor. A pressão alta brasileira, um dos pontos fortes da equipe na partida, teve participação direta do atacante. Logo aos sete minutos, Rayan roubou a bola do zagueiro escocês dentro da área adversária e iniciou a jogada que terminou com Vini Jr abrindo o placar.
Atacante ex-Vasco roubou a bola do zagueiro em lance que originou o primeiro gol do Brasil diante da Escócia – Foto: IMAGO / Gribaudi/ImagePhoto
O lance simbolizou aquilo que Ancelotti mais buscava na posição. Mais do que um ponta de velocidade, Rayan funcionou como o primeiro defensor da equipe. Pressionou a saída de bola durante toda a partida, fechou linhas de passe, recompôs com intensidade e ajudou o Brasil a recuperar a posse em zonas avançadas do campo.
Sua contribuição também apareceu nos momentos de organização ofensiva. Com Matheus Cunha recuando para participar da construção e Vinicius Júnior atuando mais próximo da área, coube ao atacante manter a largura do campo e atacar os espaços deixados pela marcação individual escocesa. A função exigia leitura tática, disciplina e capacidade física para percorrer grandes distâncias. Rayan respondeu em alto nível.
Rayan parece ter encaixado na vaga do lesionado Raphinha no ataque
O desempenho ganha ainda mais importância pelo contexto da disputa interna no elenco. Raphinha chegou à Copa como titular, mas a atuação do jovem atacante reforça a sensação de que Ancelotti encontrou uma alternativa capaz de oferecer características diferentes e, em determinados cenários, até mais adequadas ao modelo que vem sendo desenvolvido.
A intensidade sem a bola, a agressividade na pressão e a capacidade de atacar profundidade tornaram Rayan uma peça valiosa para um sistema que depende cada vez mais da recuperação rápida da posse e das transições verticais.
