Em crise, Ancelotti muda o Brasil a cada jogo igual à Argentina de 22

Carlo Ancelotti vive drama com lesões, mas encontra saídas na rotatividade do elenco Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore Chiereguini/AGIFCarlo Ancelotti vive drama com lesões, mas encontra saídas na rotatividade do elenco Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

O histórico pragmático de Carlo Ancelotti esbarrou na realidade do departamento médico da Seleção Brasileira. Sob o comando da Amarelinha desde maio do ano passado, o técnico já soma 14 partidas sem conseguir repetir o time titular, uma sina provocada pelo alto número de lesões que o impede de dar a consistência que marcou suas mais de três décadas de carreira.

O cenário de mudanças frequentes encontra paralelo no pragmatismo de Lionel Scaloni durante a campanha vitoriosa da Argentina no Catar. O revés de 2 a 1 para os sauditas logo na primeira rodada fez o treinador mexer em cinco peças para o jogo seguinte, contra o México. A informação comparativa é um correlato traçado pelo Uol Esporte.

A partir dali, alternar os titulares virou uma constante em todas as fases da competição, pavimentando o caminho albiceleste até a consagração nos pênaltis diante da França. O drama das lesões persiste nesta Copa do Mundo, desfalcando o esquema de Ancelotti com duas baixas importantes. A primeira delas veio antes mesmo do pontapé inicial: Wesley sofreu uma lesão na virilha e foi desconvocado.

A ausência do lateral-direito, principal arma ofensiva daquela ala, abriu um buraco na equipe que Ancelotti segue tentando resolver. A primeira tentativa foi o improviso de Ibañez, e a atual é a escalação de Danilo, lateral que vinha jogando como zagueiro nas últimas temporadas.

ESTADOS UNIDOS – NOVA JERSEY – 23/06/2026 – SELECAO BRASILEIRA, TREINO – Neymar Jr é observado por Ancelotti no Centro de Treinamento CT Columbia Park. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF

ESTADOS UNIDOS – NOVA JERSEY – 23/06/2026 – SELECAO BRASILEIRA, TREINO – Neymar Jr é observado por Ancelotti no Centro de Treinamento CT Columbia Park. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF

O problema mais recente na enfermaria é Raphinha. Diagnosticado com uma lesão na coxa, o jogador do Barcelona para por duas semanas e só volta se o Brasil se classificar para as quartas de final. Sem ele, o treinador italiano já iniciou os testes para definir o substituto. No confronto diante do Haiti, a aposta para suprir a ausência de Raphinha foi Rayan.

Já para o desafio contra a Escócia, nesta quarta-feira (24), Ancelotti optou pelo mistério e não esboçou o time titular, mantendo Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Endrick no páreo pela vaga. Seja qual for a escolha, o Brasil irá a campo com a sua 15ª formação diferente sob o comando do italiano.

Em meio a tantos desfalques, abriu-se o cenário perfeito para o retorno de Neymar. Afastado da Seleção Brasileira desde outubro de 2023, o camisa 10 carimbou sua vaga para o Mundial, embora ainda não tenha pisado no gramado. Livre das dores na panturrilha, o craque foi relacionado para o confronto diante da Escócia nesta quarta-feira, às 19h, em Miami, mas a tendência é que comece no banco de reservas como opção para o decorrer do jogo.

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