
A Seleção Brasileira chega à última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo em situação confortável na tabela, mas ainda distante do status de principal favorita ao título. Apesar da evolução apresentada após a estreia, o desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti segue gerando dúvidas entre analistas e veículos internacionais.
O tema foi debatido durante a programação da ESPN. Em conversa com o comentarista Fábio Luciano, o jornalista André Plihal destacou que a Seleção tem passado relativamente longe dos principais debates internacionais sobre favoritos ao título mundial.
Segundo a análise apresentada, quando o assunto é Brasil, grande parte das referências ainda está ligada ao peso histórico da camisa e ao legado construído ao longo das décadas, enquanto outras seleções recebem elogios mais diretamente relacionados ao desempenho dentro de campo.
Brasil ainda corre atrás das favoritas
Durante o debate, Fábio Luciano observou que seleções como Argentina, França, Inglaterra e Noruega têm recebido avaliações mais positivas por aquilo que apresentaram nas primeiras rodadas da competição.
O comentarista destacou que essas equipes vêm sendo analisadas pela intensidade, organização tática, força coletiva e qualidade das atuações, enquanto o Brasil ainda busca entregar um futebol capaz de gerar esse mesmo nível de confiança.
ESTADOS UNIDOS – NOVA JERSEY – 22/06/2026 – SELECAO BRASILEIRA, TREINO – O italiano Carlo Ancelotti tecnico da Selecao Brasileira durante treino no Centro de Treinamento CT Columbia Park. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF
A percepção internacional ganhou força principalmente após a estreia irregular da Seleção. Mesmo com a melhora demonstrada na segunda partida, a equipe ainda não produziu uma atuação considerada suficiente para colocá-la no mesmo patamar das seleções mais elogiadas do torneio.
Ancelotti tenta mudar cenário no mata-mata

Internamente, a comissão técnica entende que a evolução da equipe está acontecendo de forma gradual. A chegada de Carlo Ancelotti ocorreu pouco antes da competição e muitos ajustes seguem sendo realizados durante a própria Copa do Mundo.
A avaliação é que o Brasil ainda possui margem para crescimento, especialmente no setor ofensivo e na construção das jogadas. A expectativa é que o retorno de jogadores importantes e o avanço da competição permitam um time mais sólido nas fases eliminatórias.
Por enquanto, a Seleção segue cercada por respeito, mas não por temor. O peso da camisa continua sendo reconhecido mundialmente, porém a equipe sabe que precisará apresentar mais dentro de campo para voltar a ocupar o posto de principal candidata ao título. E a partir do mata-mata, cada atuação passa a ser uma oportunidade de mudar essa percepção.
