A poucos dias da estreia contra Marrocos pela Copa do Mundo, a Seleção Brasileira ainda mantém mistério sobre a equipe titular. Mesmo após indicar internamente que já definiu a formação ideal, o técnico Carlo Ancelotti não revelou aos jogadores qual será a escalação utilizada no primeiro compromisso do Mundial.
Quem admitiu o cenário de indefinição foi Bruno Guimarães. Em entrevista coletiva realizada no hotel da delegação, o volante afirmou que nem mesmo o elenco sabe qual sistema será escolhido pelo treinador italiano para o duelo do próximo sábado (13).
Ao ser questionado sobre qual formação será utilizada, Bruno foi direto ao admitir que o grupo ainda aguarda pela decisão final de Ancelotti. O volante destacou principalmente a dúvida entre atuar com três homens no meio-campo ou repetir o modelo mais ofensivo usado em outros momentos.
Bruno Guimarães admite dúvida sobre esquema
Segundo o camisa 8, a formação utilizada diante do Egito agradou bastante internamente. Com mais um jogador no setor central, o Brasil ganhou aproximação, trocas rápidas de passe e conseguiu criar mais oportunidades ofensivas durante boa parte da partida.
Bruno também ressaltou o entrosamento com Lucas Paquetá, parceiro desde os tempos de clube na França. Para o volante, a presença de um terceiro homem no setor pode ajudar a equipe a ter mais controle e melhorar o comportamento defensivo.
Bruno Guimarães. Foto: Guillermo Legaria/Getty Images
O jogador ainda destacou que o amistoso anterior mostrou uma evolução sem bola. Apesar do gol sofrido, o entendimento interno é de que o adversário criou pouco e que houve maior equilíbrio coletivo em comparação ao duelo diante do Panamá.
Contra-ataque entra no radar de Ancelotti
Outro ponto levantado por Bruno Guimarães foi a possibilidade de a Seleção utilizar mais transições rápidas durante a Copa do Mundo. O volante lembrou trabalhos anteriores de Ancelotti e destacou que o elenco possui jogadores velozes para explorar esse cenário.
Com nomes como Vini Jr, Raphinha e possíveis mudanças no comando ofensivo, a expectativa é que o técnico utilize os últimos treinamentos para bater o martelo. Até lá, o mistério permanece até mesmo dentro da própria delegação.
