Retorno de Amuzu reforça ataque que concentra a maioria dos gols e aumenta expectativa por resposta imediata fora de casa
O Grêmio definiu os jogadores relacionados para o confronto diante do Deportivo Riestra, nesta terça-feira, às 19h, na Argentina, pela Sul-Americana. A lista traz um ponto central que pode alterar o comportamento ofensivo da equipe: o retorno de Francis Amuzu, peça que tem sido determinante no setor mais carente de regularidade do time.
A presença do atacante não é apenas um reforço numérico. Ela representa impacto direto em produção. Amuzu, ao lado de Carlos Vinícius, concentra mais de 60% dos gols do Grêmio na temporada, um dado que evidencia o quanto a equipe depende dessa dupla para transformar volume em resultado.
Entre os goleiros, aparecem *Weverton, Gabriel Grando e Thiago Beltrame, mantendo a base da posição. No sistema defensivo, o grupo conta com *Balbuena, Kannemann, Gustavo Martins, Viery, Wagner Leonardo, Caio Paulista, Pedro Gabriel e Marcos Rocha, além de Pavon, que segue sendo utilizado de forma improvisada pelo lado.
Retorno ofensivo muda cenário e amplia opções no ataque
No meio-campo, a lista reúne *Dodi, Léo Pérez, Noriega, Riquelme, Tiago e Willian, oferecendo alternativas, embora ainda exista debate sobre a capacidade de criação central da equipe. Já no ataque, o técnico conta com *Amuzu, Carlos Vinícius, Braithwaite, André Henrique, Enamorado, Gabriel Mec, Pavon e Tetê.
O retorno de Amuzu, no entanto, muda o cenário. É o jogador que mais tenta, mais finaliza e que não se esconde do jogo, algo que tem faltado em vários momentos da temporada. Sua presença ao lado de Carlos Vinícius aumenta a expectativa de uma equipe mais agressiva e objetiva.
Além disso, o dado dos gols reforça uma leitura clara: quando essa dupla funciona, o Grêmio responde. Quando não, o time sofre para criar e, principalmente, para concluir.

Grêmio precisa transformar nomes em desempenho dentro de campo
A lista de relacionados mostra um elenco numeroso, com opções em praticamente todos os setores. Porém, o desafio vai além da convocação. O problema do Grêmio não tem sido quantidade, mas sim funcionamento coletivo e organização ofensiva.
Mesmo com peças importantes à disposição, a equipe ainda oscila na construção, insiste em jogadas previsíveis pelos lados e carece de infiltração pelo centro. O retorno de Amuzu pode ajudar, mas não resolve sozinho um problema estrutural.
Diante disso, o confronto na Argentina ganha peso. Mais do que vencer, o Grêmio precisa mostrar evolução real, especialmente na forma de jogar. A lista está definida. Agora, a resposta precisa vir dentro de campo.
