Algoz do Brasil lamenta atual fase da Seleção Brasileira em desabafo

Ídolo da França em 1998, Frank Leboeuf critica Seleção Brasileira

Um dos nomes que brilhou na final da Copa do Mundo de 1998, vencida pela França sobre o Brasil, Frank Leboeuf não escondeu sua frustração com o momento da Seleção Brasileira. Em entrevista recente, o ex-zagueiro foi direto ao apontar o declínio da equipe canarinho e pediu uma resposta à altura da tradição do futebol brasileiro.

Desde a saída de Tite, após o Mundial de 2022, a Seleção vive um período conturbado. Interinações, trocas no comando técnico e campanhas decepcionantes em torneios importantes.

Como a eliminação nas quartas de final da última Copa América – deixaram o torcedor sem confiança. Atualmente sob o comando de Dorival Júnior, o Brasil ocupa apenas a quarta posição nas Eliminatórias da Copa de 2026.

Brasil quase completa 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo

No ponto alto da entrevista, Leboeuf disparou: “Estou muito triste de ver a Seleção nesse nível. O Brasil é o país do futebol. Se o Brasil estiver bem, todos estão bem”. O francês ainda ressaltou que, apesar do talento inegável dos jogadores brasileiros, falta algo essencial: química. Para ele, é justamente essa união que faz times campeões.

A análise de Leboeuf ganhou força ao comparar com seleções vencedoras do passado. O ex-zagueiro lembrou que a França de 1998 não era a mais talentosa, mas a mais unida. “Estávamos prontos para morrer uns pelos outros e lutar como loucos”, afirmou. Ele ainda citou a Inglaterra de 1966 como outro exemplo de equipe vencedora mais pela força coletiva do que pela habilidade individual.

– Carlo Ancelotti está próximo da Seleção

– Carlo Ancelotti está próximo da Seleção

O Brasil, hoje, completa quase 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, igualando o maior jejum da sua história, entre os títulos de 1970 e 1994. Uma marca que pesa ainda mais quando se olha para a instabilidade e a falta de identidade em campo. Enquanto isso, o nome de Carlo Ancelotti volta a circular como esperança de mudança estrutural no comando técnico.

Faltando treinador?

Para Leboeuf, o treinador italiano, que quer Kaká na comissão, pode ser a peça que falta: “O talento não é o problema. É sobre encontrar a química. Se tiverem Ancelotti na próxima temporada, talvez encontrem isso e lutem uns pelos outros”, analisou, confiante de que a união pode transformar novamente a Seleção em protagonista.

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