Fernando Diniz ficou pistola e esta não foi a primeira vez. Nos últimos dois compromissos, o técnico do Fluminense simplesmente decidiu ativar o modo ataque e discutir durante coletivas de imprensa. No jogo contra o Cruzeiro pelo Brasileirão, o treinador se irritou ao ser questionado se o Fluminense esteve frágil defensivamente. Já na partida contra o Internacional, pela semifinal da Sul-Americana, o motivo do bate boca foi uma pergunta sobre a necessidade de ter colocado um lateral após a expulsão de Samuel Xavier.
Não o bastante, Diniz também decidiu se juntar à lista de técnicos que questionam a arbitragem. O treinador afirmou que a arbitragem interferiu na partida e que esperava que a equipe trabalhasse de forma justa. O fato é que o técnico não estava em seus melhores dias durante o seu contato com a imprensa.
Vale lembrar, no entanto, que Diniz não é apenas o técnico do Fluminense, mas o comandante da Seleção Masculina de Futebol e em duas semanas acabou apresentando, mesmo que momentaneamente, o perfil que a CBF mais temia, um técnico descontrolado e que põe em xeque o trabalho realizado pela arbitragem. Sabemos que a equipe que atuou na partida contra o Inter foi escalada pela Conmebol, mas como será que Ednaldo Rodrigues enxergou a postura do treinador, já que o próprio presidente da entidade máxima do futebol brasileiro tem buscado manter o prestígio da CBF junto à CONMEBOL e a FIFA?
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Fernando Diniz, que é psicólogo, acabou faltando com a inteligência emocional para dar uma resposta simples e seguir com as entrevistas coletivas sem expor sua franqueza, mas optou pelo embate e chegou a soltar um “se você quiser discutir, nós vamos discutir”. Sabemos que nós da imprensa às vezes mexemos em pontos em que o técnico não quer abordar, mas para que servem as coletivas se não para abordar temas felizes e polêmicas também? Ora, caso perguntas indigestas sejam proibidas melhor que barrem de uma vez por todas coletivas após resultados negativos.
Diniz tem feito um bom trabalho dentro de campo, mostrando que chegou com um perfil vencedor, mas não pode se perder e adotar uma postura reativa que compromete não apenas a sua imagem como técnico, como também a imagem do técnico da Seleção Brasileira. Vale lembrar que problemas de relacionamento com a imprensa e ataques a arbitragem e afins fora, motivos para alguns nomes serem riscados da lista da CBF na busca por um substituto para Tite. O próprio presidente da CBF é o modelo do padrão de comportamento que se espera do comandante da equipe canarinho: polido e político ( no sentido bom da palavra) e empenhado em resgatar a paixão e criar uma boa imagem da Seleção Brasileira. Então Diniz se é que cabe a mim dar uma dica ao grande treinador que você é, seria: Não caia nos mesmos erros que tantos outros técnicos do futebol brasileiro caíram e mantenha a paz ao seu redor, desse modo é quase garantido o sucesso entre a cúpula da CBF.
